terça-feira, 26 de maio de 2009

Filho de peixe...





Bom, para corroborar com o "Quem sou eu" que aparece aí do lado, nada melhor que esta relíquia que meu pai trouxe lá de Bagé. O meu avô, com muita perspicácia, anotou na parte superior da foto do que se tratava o acontecimento. Naquela data ele tinha apenas 15 anos! E assim está escrito:

"Lembrança da Competição de Carrinho de Lomba, vencida pelo Roberto, em Fevereiro de 68".

Portanto, aí está. Tudo tem um motivo...

Abraços!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Fotos de aniversário de 1 ano do FIAT 147 mais querido do Mundo!

Primeira foto: Meu Astra, Fiat no fundo, reflexo do Polo do Gustavo e o irmão 147 amarelo!



As próximas, sem comentários... 147 Racing Extreme!





E pensando que exatamente há um ano atrás, este mesmo "pacato" Fiat 147, um tanto desacretitado e mal-tratado, eu jamais imaginaria que chegaria nesse ponto. Está um carro lindo de ver, com características únicas e com o carisma renovado. É digno de respeito e eu já adianto: Neste novo ano de vida, muitas alegrias virão, tanto para o carro como para sua equipe!

Abraços e parabéns 147!!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Mais uma...

"Faça tudo bem feito, pois assim você terá um só trabalho".

quinta-feira, 21 de maio de 2009

FRASES DO SÉCULO!

"Então o que está acontecendo aqui é que é tudo carro-bomba??"

"Então os preparadores não estão trabalhando direito??"

Autoria desconhecida, por enquanto.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

11,792 @ 402m



É, posso dizer que finalmente eu fiquei feliz com tudo o que aconteceu no último Velopark Open que se realizou no dia 25 de Abril de 2009.

Primeira puxada do dia: 12,071 @ 212km/h com reação negativa de 0,001 segundos. Fiquei muito frustrado por ter queimado a puxada, pois para a primeira do dia um 12,0 estava mais do que bom, considerando estava a somente alguns milésimos acima do meu melhor tempo. E, além disso, havia "desperdiçado" para o Campeonato da AD uma puxada praticamente imbatível para ser o campeão da categoria 12 segundos.



Segunda puxada do dia: 11,915 @ 209km/h. Os 11 segundos! Primeira vez que entrei nos 11 segundos. Felicidade total!

Terceira puxada do dia: 11,980 @ 208km/h. Constância do carro. Mesmo cometendo alguns erros na puxada, ainda assim entrei nos 11 segundos novamente. Fenomenal!



Quarta puxada do dia: 11,792 @ 213km/h. Esta puxada merece uma atenção especial. E nem é pelo tempo, que por sinal, é o meu melhor. Após as três puxadas anteriores, fui para esta quarta meio de má-vontade, enraivecido por ter queimado aquela primeira arrancada. Estava preocupado com o desgaste do Astra e também sabia que a garrafa de nitro já devia estar se entregando. Tinha outra guardada, mas sabe como é. Tinha o TOP16 ainda, e eu não podia ir para a guerra com o armamento já desgastado. Então, resolvi continuar com a garrafa que havia começado o dia, confiando plenamente na recarga realizada pela Full Turbos, que está me dando um grande apoio em tudo que eu preciso em relação a Turbo e Nitro, assim como o André da PSRACE.

No momento do alinhamento, a surpresa: Sérgio Fontes e o seu Gol ao meu lado... Pensei, "Por que diabos eu não usei a maldita garrafa cheia????!!" O Fontes é um cara que impõe respeito por inúmeros fatores. Ele é o primeiro campeão da AD, o primeiro campeão do TOP16 da AD, seu carro é um dos mais constantes e rápidos do grupo e ele é um exímio acertador de motores, chegando a um acerto fino em seu carro digno do maior respeito. Em resumo, é um grande e imponente adversário, daqueles com "A" maiúsculo. Naquele momento eu não pensava mais em nada que não fosse FAZER TUDO DIREITO. Isso mesmo, fazer tudo direito, ou seja, não deixar o giro cortar, acionar o nitro no momento certo e prestar atenção em tudo que estava acontecendo, principalmente no pinheirinho.



Então, após o aquecimento dos pneus, alinhamento e VERDE. Arranquei bem, consegui tracionar legal, senti que o carro foi bem, mas não via o Gol nem na frente e nem atrás. Lógica primária: Está do lado... Passei nos 200 metros e vi um 8,0 segundos. Beleza, até aí estava tudo certo. A garrafa, ainda em bom funcionamento, estava fazendo o Astra ir para a frente mesmo!


Após isso, bom, é tudo muito rápido, 3ª e 4ª marchas, passando cortando pelos 402 metros e cadê o Gol? Dou uma olhada pelo espelho retrovisor e vejo sua frente, mas isso já no local de redução de velocidade. E agora, o que será que aconteceu?

Voltando para os boxes, a surpresa. Meu pai vem sorrindo com o bilhete do tempo. Quando ele me falou, mal acreditei. 11,7 nos 402!

É, o que um bom adversário não faz com as pessoas. Tenho que cumprimentar o Sérgio, pois nessa puxada ele virou também o seu melhor tempo (12,008 segundos). Presumo que o que valeu para mim, valeu para ele também.

Agradeço ao Deus do Nitro, assim como ao Deus do Turbo, ou quem sabe aos Deuses do Turbo-Nitro por terem feito o Astra primeiramente entrar nos 11,9 e depois levá-lo mais adiante, nos 11,7!

Mas, vi que o mar não estava para peixe na categoria dos 12 segundos. André Pinzon com o seu Fusca turbo estava constante nos 11,9 de pista e fazendo reações que o colocavam nos 12,0 de tempo total. Assim estavam também o incrível Corsa de Demétrio Coradi com 11,9 de pista, o lindo Maverick de Jean Peluso também com 11,9 e o Esclipse 4x4 de Rafael Andreis virando 11,6 nos 402! Além do mais, outros concorrentes estavam virando muito bem nos 12 segundos, tais como o Sergio Fontes, com o seu incansável e sempre constante Gol (12,0 em duas puxadas!), Leandro Fraga, mais conhecido como Toco com o seu cada vez mais rápido Gol (12,5 segundos e melhorando), o Cleber Pereira, famoso Tuio com o seu Passat carburado nos 12,2, mesmo com inúmeros problemas, entre outros.














Dando uma olhada superficial por tudo isso que está escrito logo acima, acho que agora vocês podem entender o motivo pelo qual vi que o dia estava extremamente complicado, principalmente no tão esperado TOP16.

Mas isso é uma outra história...

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Descontraindo!

Antes de eu fazer a postagem séria, deixo aqui um vídeo pra ouvir e curtir...



Isso aí é música, e é boa!!

Esse é o clima que eu to vivendo depois do último Open! Logo em seguida saberão o motivo...

Abraços!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

O tempo, finalmente!




Bom, após uma longa data sem postagens, porém de muito trabalho em cima do Astra #888, finalmente o carro fez jus a todos os dias dispendidos para melhorá-lo. No último open-day, posso dizer que tive uma trajetória meteória dentro da casa dos 12 segundos. Na primeira puxada do dia, com muito calor, pista escorregadia e sem o nitro (Chegando ao Velopark, lembrei que havia deixado as garrafas de nitro lá na oficina. Sobrou para o meu pai e para o Marquinhos a infame tarefa de voltar até lá e trazer a famosa fórmula da potência engarrafada), 13 segundos baixos. Porém, realizei um dos pegas mais legais do dia com um Opala, que até agora não sei se era turbo ou aspirado. Foi um bom resultado, considerando que a pressão de turbo chegou nos 1,3 bar!

Na segunda puxada do dia, mais para o final da tarde, o primeiro indício que as coisas estavam começando a ser bem sucedidas: 12,4 nos 402 metros. Voltei para os boxes rindo à toa, considerando que meu melhor tempo até hoje havia sido 12,8, ou seja, 04 décimos a menos já se mostrava um resultado animador!



Pois então que, alguns minutos passados das 19 horas, o meu grande momento: Arrancada, senti o carro tracionar bem, porém com uma leve falha ainda devido ao excesso de 1ª marcha. Acabei colocando a 2ª marcha cedo mas resolvi acionar o nitro. A partir desse momento, solavancos incríveis, motor rendendo bem, shift-light aceso iluminando meu rosto, o ruido do motor estava lindo, afinando mais ao final das marchas, as quais estavam entrando suavemente devido a robusta estrutura da caixa F-23 adaptada. Colocando a terceira marcha, mais nitro e na passagem pelos 201 metros, consegui vislumbrar um 8,2 e alguma coisa... Numa fracão de segundo, pensei que seria o meu momento de glória e apertei simultaneamente com mais força o acelerador e o botão do acionamento do nitro!!

Bem, a quarta marcha é um caso à parte, um espetáculo para quem realmente sabe o acontece quando se passa os 201 metros a 160km/h finalizando a terceira marcha... Mais pressão de turbo, especificamente 2,32 quilos, temperatura de admissão em torno de 30 graus célcius graças ao nitro e muito giro no motor, shift-light acendendo no meu rosto (nesse momento eu me assustei, pois vi que ainda faltava pista até os 402 metros!) eis que inesperadamente sucessivas explosões e barulhos de disparos me acometeram ao desespero de estar destruindo o motor que eu tanto me esforcei para montar!! Estava eu a 211km/h de quarta marcha e precisamente a 7832 rotações por minuto, limitadas com dificuldade pela Fueltech. Isso aí, passei cortando de quarta marcha, uma situação inusitada para mim.

Logo que comecei a desaceleração, ainda assustado, resolvi dar uma "beliscada" no acelerador para esperançosamente ouvir um barulho saudável vindo do cofre do carro. Para a minha felicidade, tudo ocorreu tranquilamente. Um motor com pressão de óleo normal e funcionando em todos os seus quatro cilindros respondeu suavemente para mim! Então imediatamente a curiosidade em saber qual havia sido o meu tempo de pista começou a me corroer internamente! Eu tinha certeza que todos esses fatores descritos acima, tais como o fato de ter visto de relance um 8,2 nos 201 metros e ter passado nitrando e cortando a quarta marcha, com mais de 2,32 quilos de pressão de turbo haviam me remetido a uma passagem interessante nos 402 metros.

Pois bem, voltando pela pista lateral com a curiosidade se abatendo sobre mim de forma trucidante, me deparo com alguns gritos vindo da arquibancada, alguns sinais de positivo vindos de pessoas que nunca havia visto na vida... Ficava me perguntando o que será que eles queriam me dizer, afinal de contas!

Um pouco antes da curva para a entrada dos boxes, um rapaz ofegante com o uniforme do velopark me aborda, me congratulando e entregando um papel amarelo, pequeno, com os dizeres mais incríveis que eu me lembro de ter lido até hoje: 402m - 12,031 segundos!

A partir desse momento, lavei a minha alma, senti uma sensação de êxtase, o qual eu há muito desejava e tinha certeza que um dia chegaria! Finalmente eu estava conseguindo fazer o astra pertencer ao mundo o qual ele merecia estar. Os 12 segundos baixos, quase 11 altos!

Meu pai foi a primeira pessoa que eu abracei, fui abraçado e beijado. Tenho que agradecer muito a ele por estar lá comigo, me apoiando e até mesmo levando sua Montana para a pista e fazendo bonito! Mas naquele momento ele estava lá ao meu lado quando saí do carro e foi um prazer enorme dividir minha alegria com ele. De coração, o valor disso foi inestimável e inesquecível. Valeu pai!

Cumprimentei o Marquinhos, que tem grande participação no desenvolvimento do carro e trabalhou quase a noite inteira anterior ao evento para que o carro estivesse lá e fizesse bonito! O Vicente merece uma atenção especial, pois é o criador do mapa do motor desse carro e também quem trabalhou a suspensão dele. Valeu Vicente!

Teriam outros nomes que eu deveria escrever por aqui, mas para não criar injustiças, vou deixar esses três mencionados somente, pois creio que são as pessoas que efetivamente, além de mim, fazem literalmente o carro andar!

Aquele dia 21 de março só não foi melhor devido a ausência dos guris do 147, Gustavo e Custódio, que, infelizmente sofreram um revés inesperado. Mas a vida continua e sei que ainda teremos muitas alegrias juntos, pois vocês fazem parte do desenvolvimento do meu carro! Um abraço para vocês dois e o resto do 147 team, que sei que estavam torcendo por mim lá de longe!

No próximo Openday estarei presente, e garanto que o Astra #888 estará lá para incomodar o pessoal da 12!






Abraços!!